segunda-feira, 24 de março de 2014
ACABOU A BRINCADEIRA!
Logo após o clássico Cartão de Crédito, o VISA (Vitória x sardinha), um destes peixes pequenos da família dos Clupeidae, que parece ter saído do Dique do Tororó, postou-se em minha frente com uns trejeitos rebolativamente esquisitos e começou a cantar (cantar é modo de dizer, pois a injúria apenas emitia os sons estranhos) lepo-lepo.
Além de não ser chegado em pagode, também sou meio fraco em matemática. Assim, fiz a seguinte indagação para o referido. “Ô, criatura, você tem uma calculadora aí? É que a primeira fase acabou hoje e o Vitória terminou como líder isolado e absoluto. E, como sou fraco de contas, queria saber quem foi o vice?”.
Nada mais eu disse, nem me foi perguntado. Poderia largar diversas outras aleotrias, mas a Sardinella calou-se, quietou-se e voltou para o Dique igual a uma oferenda. Preferi também não continuar zombando, pois o momento não é pra graça. É hora de falar sério.
E o primeiro que merece ser chamado à responsabilidade é o senhor Ney Franco. Sim, o idolatrado, salve, salve Ney Franco, aquele mesmo que chancelou a contratação de Souza em plena segunda-feira de Carnaval.
Não é admissível que já tenhamos estreado na Copa do Brasil, estejamos na antevéspera do Brasileirão, e o time não tenha o mínimo padrão de jogo. Nem mesmo diante das horrendas equipes do Jabazão/2014, o Vitória conseguiu apresentar algo parecido com futebol.
Porém, pior do que tudo isso é que, logo após tomar uma bordoada da equipe horripilante de Itinga, ele venha com um cheiro mole depois do jogo, como se todo mundo fosse otário, dizendo que o “Vitória fez a melhor partida da temporada”. Ah, seu Ney, me faça um caldo de cana contaminado, por favor. Você perde um jogo para um time fraco, que jogou num esquema 4-6-0, e ainda fica procurando chiada. Assuma sua porra. Aliás, seu aproveitamento no VISA é abaixo da média, muito abaixo.
Aliás, desde que Escudero se contundiu que o Vitória não tem mais um jogador de referência no meio-campo. No entanto, os sábios ficaram fazendo cavalo de batalha para trazer um jogador em fim de carreira rejeitado pela maioria esmagadora da torcida, enquanto dispensavam Arthur Maia, que nem é santo de minha predileção, mas, ao menos, é prata da casa e jovem. E, como disse o sábio técnico Amadeu, campeão da Copa Sub-20, ele teve oportunidade, mas não teve sequência. Fato. Com Ney Franco, por exemplo, Arthur não jogou nem três partidas seguidas. Fez um bom jogo contra o Confiança, depois foi escanteado. Por falar em nossa eterna promessa, veja que gol antológico o referido fez ontem.
Mas, derivo. E como não estou pra brincadeira, volto apenas para finalizar registrando que papel mais feio do que o de Ney Franco e deste malamanhado time do Vitória (se é que isto é possível), só o desempenhado pela despreparada PM baiana. Depois de entrarem em confronto com pessoas da torcida organizada, os meganhas saíram pelas arquibancadas, de modo truculento, distribuindo gás de pimenta em crianças, adultos e em pessoas com deficiência. Lastimável.
Enfim, resta torcer para que o time se ajeite logo, tarefa tão complicada quanto torcer e lutar pela melhoria das ações dos PMs, que, por conta de nossa tradição militaresca, ao vestir uma farda se acham propostos legítimos do presidente, do papa, de deus.
Oremos.
P.S Para não dizer que Ney Franco só fez bobagem, ele obrou bem, ao menos uma vez. Ao ver que o menino Marcelo, que num é nem trapo e já quer ser guardanapo, tava rebolando em campo, ele o sacou imediatamente. Victoria Quae Sera Tamen
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