O Desafio de presidir o Clube mais valioso do Norte-Nordeste
Em 2006 quando o conselheiro Alexi Portela Jr. e um grupo de abnegados
rubro-negros tiveram a coragem de assumir o Esporte Clube Vitória,
encontraram um clube no fundo do poço do futebol brasileiro. Uma
organização que, em seu segmento de mercado, estava na “terceira
classe”, com vários meses e até anos de salários atrasados, sem crédito
na praça, centenas de títulos protestados, centenas de ações nas mais
diversas esferas do poder judiciário, déficit operacional altíssimo,
passivo descontrolado e crescente, patrimônio depreciado e dado em
garantia de dívidas, colaboradores insatisfeitos e desmotivados, um
conflito gigantesco com o principal acionista da época, conselho
desprestigiado e distante, jogadores profissionais insuficientes para
montar, sequer, um time e o pior: torcedores revoltados, insatisfeitos e
com a autoestima no chão.
O Vitória era um clube falimentar, há apenas sete anos. Contrariando
todas as previsões, esta tradicional e centenária instituição conseguiu,
fundamentalmente pela capacidade empresarial e de gestão da equipe do
ex-presidente Alexi, pelo apoio do nosso conselho, hoje tão
participativo e plural, e pela fidelidade da nossa torcida, em
pouquíssimo tempo, transformar paixão em doação, planejamento em ação e
esta em resultados. A adoção de métodos, antes exclusivos do mundo
corporativo, a atração de talentos apaixonados, a contratação de
executivos profissionais e sérios nos principais postos decisórios, a
criação de grupos de trabalho multidisciplinares com notória
especialização em áreas como gestão e patrimônio, a implementação de um
Planejamento Estratégico por consultoria especializada, uma política
formal de transparência financeira e governança, além da reinvenção do
seu programa de sócios e de ações premiadas de marketing, foram algumas
das estratégias que fizeram o rubro-negro baiano mudar o curso da sua
história. Fomos, em 2013, o clube que mais se valorizou na América
Latina. Somos o 2º clube mais transparente do Brasil, um dos quatro de
melhor gestão financeira e temos a torcida jovem que mais cresceu no
pais nestes ultimos anos. Tudo isso sem esquecer da nossa
responsabilidade sócio-ambiental.
No século XXI o Vitória junto com o Internacional detém a maior
hegemonia de títulos regionais do Brasil, com a melhor campanha de um
clube nordestino na história dos “pontos corridos” da serie A do futebol
brasileiro, conquistando triunfos, títulos e respeito. Além do 5º lugar
no Brasileirão, foi finalista da Copa do Brasil em 2010. É vanguarda
nacional das divisões de base, tendo sido Campeão Brasileiro sub 20 em
2012. Gestão dá resultado. Sem dúvida, o ECV, apesar de ainda não viver
uma situação financeiramente confortável e do abismo que separa o nosso
orçamento dos nossos concorrentes do Sul e Sudeste, é hoje o melhor e
mais valioso clube do Norte-Nordeste do Brasil, respeitado em todo
território nacional.
Um olhar menos atento, pode supor que agora a tarefa que se nos apresenta é mais simples e mais fácil. Não é!
Ao contrário do que ocorreu com meu amigo Alexi Portela Jr, que teve a
missão de "administrar o caos", nós assumimos a presidência do Vitória
em substituição a um grande presidente que devolveu para a família
rubro-negra, não apenas o alento, a alegria e a autoestima, mas um nível
de expectativa e exigência infinitamente superior ao de um passado
recente, onde sonhávamos, tão somente, sair de uma Série C e pagar a
folha do mês seguinte. Novos tempos trazem novos e diferentes desafios e
nós estamos nos preparando para manter esta hegemonia regional,
conquistar nossa sonhada vaga na Libertadores, que, não por acaso, quase
veio em 2013, e continuar perseguindo com obstinação e sem trégua
títulos nacionais e internacionais no futebol profissional. Esse é o
norte de nosso trabalho, nossa meta, nossa missão.
Precisamos manter a qualidade de nossas contratações e apesar das
restrições orçamentárias, investir mais no time, porem com uso intensivo
de inteligência organizacional e sofisticados mecanismos de busca,
fazer mais errando menos. Devemos prestigiar nossa base (e para isso
peço apoio e paciência a nossa torcida); requalificar nosso equipamento e
lançar as bases para um moderno complexo multiuso; otimizar ainda mais,
nosso programa de sócios; potencializar nossos esportes olímpicos, para
um nível reconhecidamente nacional; implementar um moderno Programa de
Desenvolvimento da Gestão, que desdobre nosso Planejamento Estratégico,
entre muitos outros desafios para os próximos três anos.
Não será fácil! A experiência adquirida em mais de 25 anos, como
executivo e consultor de grandes organizações, bem como os sete anos
como vice-presidente do nosso Clube, fazem ver que será preciso muito
mais que boa vontade, honestidade, profissionalismo e preparo técnico. É
imprescindível que nosso torcedor transforme sua paixão e vontade de
contribuir em adesão ao nosso programa “Sou Mais Vitoria”. Esse é o
nosso único caminho, com apoio de nossa apaixonada e imensa nação nossos
sonhos virarão realidade. Esse Vitoria que sonhamos já está sendo
construído dentro de um planejamento, com responsabilidade orçamentária e
compromisso com o futuro da instituição. Juntos faremos mais, melhor e
mais rápido!
Saudações rubro-negras!
*Carlos Sergio Falcao
Presidente do Esporte Clube Vitoria
Fonte : ECVitória
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